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Marcos Chave: O filho do homem Comentário: O segundo evangelho tem traços que se destacam sobremaneira. A personalidade de Pedro reflete-se quase em cada uma de suas páginas. Assemelha-se a ele pela rapidez de movimentos, pela atividade, pela impulsividade. A rapidez de ação é um dos traços principais. o relato passa de um acontecimento a outro com extraordinária rapidez. Com propriedade tem-se denominado o evangelho de Marcos de filme do ministério de Jesus. A intensidade dos pormenores é outro de seus característicos distintivos. Embora Marcos seja o mais curto dos quatro evangelhos, com freqüencia narra pormenores vividos que não se encontram nos relatos do mesmo assunto em Mateus ou Lucas. Dispensa-se extraordinária atenção ao aspecto e aos gestos de Jesus. O terceiro característico saliente é a descrição pictórica. Ao relatar a alimentação dos cinco mil, Marcos diz-nos que o povo se assentou em "ranchos" ou grupos sobre a erva verde. O evangelho segundo São Marc...
Mateus Chave: Reino dos Céus Único livro do Novo Testamento que foi escrito originalmente em hebraico.* Comentário: O evangelho segundo São Mateus tem em mira dar testemunho de que Jesus é o prometido Messias da antigüidade, e que sua tarefa messiânica consistia em levar aos homens o reino de Deus. Estes dois temas - a messianidade de Jesus e a presença do reino de Deus - estão inseparavelmente vinculados, e cada um deles engloba um "mistério"- uma nova revelação do propósito redentor e divino. (Leia Romanos 16:25, 26). O mistério da missão messiânica está que antes que o Messias venha nas nuvens, como celestial Filho do Homem, para estabelecer seu reino sobre a terra, deve primeiramente vir com humildade entre os homens, como o Servo sofredor que morrerá na cruz. O judeu do primeiro século jamais tinha ouvido tal coisa. Para o crente da atualidade, o capítulo 53 de Isaías relata com meridiana clareza os sofrimentos do Messias. Contudo, nesta passagem não se faz ref...
Malaquias Comentário: Como porta-voz de Deus, Malaquias se apresenta em uma das épocas mais decisivas da história. A terra tivera muitos profetas, mas o ambiente cultural que cercava o profeta não trazia as marcas da obra realizada por aqueles homens. Os sacerdotes eram corruptos (1:6 - 2:9), e o povo, salvo algumas exceções, não era melhor (2:10 - 4:3). Deus, porém, ainda governava de seu trono. Era soberano. Era o pai (1:6), o senhor (1:6), o grande rei (1:14), o príncipe celestrial (implícito em 1:8), o doador das alianças e dos mandamentos (2:5; 4:4). Como Deus do Juízo, ele havia causado a desolação de Edom (1:3, 4). Sua maldição recaia sobre os sacerdotes desleais (1:14; 2:2, 3, 9) e sobre os que o haviam roubado (3:9). Cortaria os que se haviam casado com pagãos (2:12). O juízo seria repentino (2:17 - 3:5). O dia do Senhor consumiria os maus (4:1, 3). Entretanto, como Deus da graça, abençoaria o remanescente fiel, visto que uma história de graça respaldava seu amor a Jacó (...
Zacarias Comentário: Zacarias, profeta contemporâneo de Ageu, consagrou-se como este à tarefa de promover a obra do templo. Suas mensagens escritas formam um vínculo significativo entre os profetas anteriores, a cujo ministério faz referências (1:6), e as fases posteriores da obra redentora de Deus acerca da qual seu livro dá eloqüente testemunho. Dessa forma o profeta nos ajuda, mediante um rico conteúdo bíblico, a aguardar com ansiedade o dia em que se estabelecerá por completo o reino de Deus, e encher nosso coração de jubilosa expectação concernente a esse dia. Autor: Conquanto os oito primeiros capítulos do livro sejam atribuídos a Zacarias, no ano de 520 a.C., a data dos capítulos 9 a 14 é motivo de controvérsia, e muitos negam que Zacarias os tenha escrito. Embora seja difícil chegar a uma conclusão com absoluta certeza, pode afirmar-se que as semelhanças de atitude entre as duas partes nos sugeririam a unidade de origem deste livro. Zacarias, que iniciou seu ministério ...
Ageu Comentário: A profecia de Ageu, que pertence ao período pós-exílio, é um apelo dirigido às autoridades e ao povo para que retomem a constução do templo, após dezesseis anos de interrupção e atrasos. O profeta é implacável ao expor a opinião falsa, mas predominante, de que a obra de Deus é de caráter secundário e deve esperar até que primeiro se resolvam os problemas econômicos. Demonstra que tais problemas constituem o juízo pelo descuido do primeiro. Quanto tanto os dirigentes como o povo respondem ao seu apelo, assegura-lhes que receberão a ajuda de Deus, anima-os em face de comparações odiosas, e lhes promete melhoria nas circunstâncias materiais agora que se cumpriram a vontade e a obra de Deus. Termina sua mensagem confirmando a escolha divina do governador Zorobabel, e apontando seu significado messiânico. Autor: A profecia está cuidadosamente datada (520 a.C.), e indiscutivelmente isto se deve à pena de Ageu, cujo nome traz e a quem se faz referência em associação ...
Sofonias Comentário: Sofonias, verdadeiro profeta do Senhor, defronta-se com Judá, nação corrupta e ímpia. Embora identificada com o povo escolhido, essa nação não podia perdurar, uma vez que o Senhor é um Deus justo que não faz acepção de pessoas. Distante, ao nordeste, achava-se a poderosa Assíria, que o Senhor utilizaria como seu instrumento para trazer a destruição a Judá. Com esta destruição seria vindicada a justiça do Senhor. Tratava-se, sem dúvida, do dia do Senhor. Sofonias procura inspirar em seus ouvintes o temor daquele dia, e lhes roga que se arrependam. Mostra que mediante o juízo, Deus demonstraria misericórdia para com aqueles a quem o Senhor tem a intenção de libertar. O remanescente puro, quando for libertado, entoará louvores ao Deus justo que habita em seu meio. Autor: Esta breve profecia diz ser a revelação de Sofonias que profetizou depois da ruína de Israel, durante o reinado de Josias. Provavelmente suas mensagens foram pronunciadas antes das reformas d...
Habacuque Chave: O justo viverá pela sua fé Comentário: Habacuque, o profeta-filósofo, perturba-se com a gravíssima iniqüidade de Judá. Mas, em contraste com seu contemporâneo Jeremias, sente maior solicitude pela aparente relutância de Deus em julgar, do que pela falta de arrependimento do povo. A destruição, a violência e a falta de consideração pelas leis divinas florescem sem que ninguém as refreie (1:2-4), apesar das ardentes rogativas do profeta pedindo a intervenção divina. Deus responde a Habacuque que dentro em breve ele receberá a resposta; os ferozes e impios caldeus (babilônios) serão a vara de Deus que açoitará a Judá diante dos próprios olhos de Habacuque (1:5, 6). Em vez de aliviar a carga do profeta, esta resposta torna-a mais pesada, ficando Habacuque angustiado por um novo e mais espinhoso problema: Como pode Deus, cujos olhos são tão puros que não podem contemplar o mal, permanecer em silêncio enquanto uma nação ímpia, sedenta de sangue, destrói uma nação ma...